Tuesday, January 23, 2007

Capítulo 35 – A Genealogia

A esta altura eu já não sabia se Anna Lívia realmente existia ou era criação da minha mente. Pois, a exacerbada maneira como apresenta o problema, é muito instigante. Com seu hálito congelante, esta garota, paralisa a circulação de meu sangue, graças ao niilismo radical de sua interpretação. Mas isto era bom para meu entender. Seu niilismo alimentava minhas convicções divinas. O que para ela era o fim eu via como o inicio negado de uma idolatria injetada em seus DNAs. Idólatras por instinto, convertem em incondicionados os objetos de seus sonhos e interesses. A história não passa de um desfile de falsos Absolutos, uma sucessão de templos elevados a pretextos, um aviltamento do espírito ante o Improvável. Eu entendi como sendo tudo criação limitada das ideologias humanas. E ela não conseguia ver além do Homem. Além desta porta.

Eu disse a ela: podemos estar orgullosos de lo que hemos hecho, pero deberíamos estarlo mucho más de lo que no hemos hecho. Ese orgullo está por inventar. Igual que la aparición del Crucificado dividió la historia en dos, esta noche acaba de dividir en dos mi vida...

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