Ela se sentou numa cadeira. Em lágrimas. Calça preta. Blusa vermelha. Casaco branco. Muitas flores. Muitas pessoas. Numa tarde nunca esperada. Aqueles momentos eram como um pesadelo distante que eu esperava nunca chegar para mim. Uma experiência que não queria. Mas tudo vem como deve. Então pensei, há oito meses:
Parece que a morte está mais perto daqui.
Muitos pensamentos ruins e lembranças negativas vêm em minha mente.
O tempo parece tomar uma outra forma em minha vida sempre que retorno a este local.
Agora parece mais denso e pesado do que outras vezes.
O mundo é um local de passagem.
O tempo nos carrega.
O apego nos consome.
Os sentimentos baseados no corpo nos afogam com grande violência.
Agora, oito meses depois, tudo distante (um pouco mais). Mas o flamboyant floriu nesta manhã enquanto meditava disfarçado de transeunte hospedado na ilusão do corpo.
Sunday, May 07, 2006
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